segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Alguns tópicos de reflexão e de estudo sobre a Universidade

"Universitas, um saber sem fronteiras".
Eis aqui algumas das possíveis questões de estudo por áreas, sugeridas pelo Congresso UNIV 2009 e que proponho para a vossa reflexão, conforme os interesses de cada pessoa ou das pessoas vossas amigas que possam ter interesse em participar:
O que é a Universidade? Desafios atuais A Universidade numa sociedade regida pelo consenso; consenso e relativismo.
A Universidade como um local que dá sentido perante o desafio do nihilismo. Verdade, complexidade e preconceitos na pesquisa universitária.
A Universidade perante o problema do fundamento: fundamento da ciência e da ética.
Uma fundamentação antropológica em todos os ramos do saber? Estudo comparativo de diversos modelos universitários: J.H. Newman e sua ideia de universidade liberal; o modelo de W. von Humboldt; a educação universitária segundo Jaspers K.; o trabalho intelectual no modelo de pensamento de J. Guitton, a Missão da universidade segundo Ortega y Gasset. As Universidades na História: sua influência sobre as transformações sociais e culturais. Universidade e oposição: o papel das Universidades nas transformações políticas do século XX; a crise da universidade em 1968.
Universidade actual A função social da Universidade. Universidade e transformações sociais, políticas e Universidade. A gestão das Universidades. Autonomia das Universidades e responsabilidade social. Universidade particular e Universidade pública: distintas personalidades, virtudes e riscos. A Universidade como formadora de profissionais. O ensino na Universidade: inovação nas metodologias didáticas.
Acompanhamento individual versus aula expositiva, comunicação professor-aluno. Experiências de metodologias didáticas inovadoras: ensino on-line.
O universitário e os congressos universitários. A mobilidade dos estudantes. O programa Sócrates e outros sistemas de intercâmbio de experiências. A aprendizagem de línguas estrangeiras na Universidade. O compromisso social do universitário. Universidade e voluntariado.
Universidade e cooperação ao desenvolvimento. Algumas experiências concretas. Universidade, ciência e deficiência: o acesso de pessoas com deficiências ao ensino universitário, a acessibilidade aos deficientes das novas tecnologias da informação e aos avanços científicos ... Processos de seleção de dados em bibliotecas universitárias: o perigo da saturação informativa.
Questões interdisciplinares Universidade: é compatível a especialização com a unidade do saber? As condições do diálogo interdisciplinar. A necessidade de aprender a arte do diálogo na Universidade; ouvir as razões dos outros; empatia nas relações com os demais, também para compreender as razões do coração; aprendendo com clareza os próprios argumentos, sem impor um ponto de vista: "Buscando juntos a verdade.” Como explorar hoje os temas de contacto entre diferentes disciplinas: bioética e novas técnicas médicas; inteligência artificial, a alta tecnologia como condição para o desenvolvimento humano, solidariedade e economia global; direito à privacidade e segurança internacional; liberdade de expressão e respeito às crenças; qualidade de vida e os direitos das “minorias” (crianças, deficientes, etc) ... Há necessidade de diálogo entre crentes e não crentes? Será isto possível? Em que condições? Para quê?. Universidade e diálogo intercultural. O desafio da diversidade cultural e o fenômeno da imigração. Universalidade dos direitos humanos e diversidade cultural. O diálogo inter-religioso.
Direito e Economia A regulamentação jurídica da atividade científica nas legislações dos países e no Direito Internacional. Direito na Universitas: uma ciência entre a teoria e a prática, questões de interdisciplinariedade. A relação entre a Universidade e a empresa. O papel das Universidades na economia do conhecimento. Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação como fatores de competitividade. As políticas públicas de incentivo à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação. A transferência de pesquisa e tecnologia às empresas.
A formação ao longo da vida inteira. A integridade da vida, a ética e os negócios, após os casos Enron, Parmalat, Société Génerale… Multinacionais e intercâmbio cultural, o papel da Universidade na globalização económica, e o efeito da globalização na Universidade: difusão do conhecimento e da cultura, o diálogo.
Arquitetura, Engenharia e Urbanismo Uma proposta de cidade universitária na era da comunicação. Universidade na cidade. Arquitectura da Universidade: os claustros medievais, o modernismo, actuais campi universitário. Soluções de engenharia para os problemas da sociedade tecnológica. A formação universitária dos engenheiros.
Ciência e medicina O impacto social e ético da actividade científica. Processo científico e dignidade humana. É eticamente corretco tudo o que é cientificamente possível? Problemas éticos concretos: a clonagem humana, o uso terapêutico de células tronco embrionárias A tecnologia como condição para o desenvolvimento humano. Formação humanística do cientista e formação científica dos humanistas
Comunicação Presença da Universidade nos meios de comunicação social. A divulgação das ciências sociais: jornalismo científico. Ciência e televisão. Ciência e cinema.
A ciência popular na Internet. Estudo de casos específicos. websites universitários: estudo e propostas. Os suplementos dedicados à informação universitária na imprensa. As secções universitárias de jornais na internet. O que significa a televisão para um universitário? Universidade e redes sociais.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Educação para a Cultura

"DESCOBRIR" Projecto de Educação para a Cultura Será inaugurado amanhã, dia 4 de Outubro, o novo projecto educativo da Gulbenkian, “Descobrir”, que terá mais de 1500 eventos na próxima temporada. O projecto vai ser lançado com actividades destinadas essencialmente a crianças. Segundo notícias da Lusa, o programa articulará todos os projectos educativos que existiam há vários anos em cada um dos sectores da Gulbenkian. Rui Vieira Nery é o director deste Programa Gulbenkian Educação para a Cultura. Para além das actividades educativas do Museu Gulbenkian e do Centro de Arte Moderna, Descobrir a Música e Viver os Jardins, o programa alarga-se agora à área do cinema, em colaboração com a Cinemateca Portuguesa. "Achámos que havia vantagem em cruzar os programas", referiu Vieira Nery, indicando que a nova direcção vai apresentar um programa com mais de 1.500 eventos, actividades que se destinam desde os 2 anos até um público sénior. Durante a Jornada de Lançamento estão previstos concertos, oficinas, jogos e outras actividades nos jardins e museus da Fundação. Para 2008/2009 estão programadas visitas orientadas, concertos comentados, cursos, oficinas e jogos criativos.
Os visitantes terão a partir de agora a oportunidade de marcarem antecipadamente as actividades em que estão interessados através do "menu do dia". Desta forma podem preencher o dia com o que querem fazer, entre a oferta disponível. Na área do cinema, está previsto a apresentação de cinco longas-metragens que constituem "um olhar do cinema sobre as outras artes" e um programa de curtas-metragens feito em ligação com o Monstra - Festival de Animação de Lisboa e com o programa Gulbenkian de criação artística. No final da temporada, será apresentada uma ópera destinada a crianças e com a participação destas. Uma boa oportunidade para professores e famílias programarem as suas actividades! A não perder! Descubra este programa!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Compromisso da Ciência para o Desenvolvimento Global

"Compromisso da Ciência para o desenvolvimento global" é o tema de um Seminário Internacional que está a decorrer, e que contou com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Gago. Começou no dia 29 de Setembro, às 9h30, no Centro Científico e Cultural de Macau, em Lisboa na Rua da Junqueira, nº30.
O Seminário é uma iniciativa do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT) em colaboração com o Conselho Internacional de Investigação Agrícola (CGIAR), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), e a Universidade das Nações Unidas, com o apoio do Banco Mundial. Participam ainda no Comité de Orientação da reunião os Laboratórios de Estado portugueses LNEC , LNEG e INRB. Na sessão de abertura intervêm, além do presidente do IICT, o Director do CGIAR, Ren Wang, e o representante da Universidade das Nações Unidas, J.P.Contzen.
O Seminário visa reforçar a coordenação e cooperação internacionais em Ciência para o Desenvolvimento, e reforçar o papel da Ciência e Tecnologia para atingir os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

"Governo em peso nas cerimónias de entrega dos primeiros Magalhães a crianças do 1º ciclo": este é o título da notícia do jornal Público; segundo este diário, o primeiro-ministro e onze elementos do Governo entregam hoje os primeiros três mil computadores portáteis "Magalhães" a crianças do primeiro ciclo, no âmbito de um programa que será totalmente financiado por privados. Em declarações à agência Lusa, Maria de Lurdes Rodrigues declarou que os impressos que os encarregados de educação de alunos do primeiro ciclo devem preencher para ter direito a um computador estarão disponíveis nas escolas ainda esta semana. "A escola organiza o registo dos pedidos turma a turma e agenda com os operadores a entrega dos computadores. Daremos prioridade às escolas onde a banda larga já existe em todas as salas de aula", afirmou. O acesso à Internet a partir de casa é também uma das prioridades do Governo, adiantou a ministra da Educação, acrescentando que várias autarquias já mostraram disponibilidade para "ajudar as famílias, sobretudo de baixos rendimentos", a suportar essa ligação. No total, serão entregues este ano lectivo 500 mil exemplares do Magalhães, que terão um custo máximo de 50 euros, sendo gratuitos para os alunos que beneficiam do primeiro escalão da Acção Social Escolar. Como sempre que vejo estes anúncios, e esta mobilização do governo a entregar computadores nas escolas, apetece-me perguntar se os computadores são o mais importante na educação e no país?! ! Até parece!

Diversidade cultural da Europa ao alcance de todos?

Adivinha quem pintou estas botas? Pode saber muito sobre elas dentro de momentos, através da Europeana. Como? Perguntará o leitor. É o que passamos a explicar. Europeana é uma biblioteca digital que porá ao seu alcance um amplo património da diversidade cultural da Europa em termos de livros, música, pintura, fotografia e cinema aberta a todos. Com um clique de rato através de um portal: o sonho de uma biblioteca digital europeia poderá tornar-se realidade no próximo Outono, segundo a Comissão. A digitalização de obras culturais oferecerá acesso ao conteúdo de museus, bibliotecas e arquivos no estrangeiro sem terem de se deslocar ou folhear milhares de páginas para obterem uma informação. As bibliotecas da Europa contêm mais de 2,5 mil milhões de livros, mas apenas cerca de 1% do material de arquivo está digitalizado. A Comissão está a tentar que os Estados-Membros disponibilizem na internet as obras digitalizadas, proporcionando assim a sua consulta, para estudo, trabalho ou lazer. Nesse sentido, contribuirá com cerca de 120 milhões de euros em 2009-2010, para melhorar o acesso directo ao património cultural da Europa. "A Biblioteca Digital Europeia será uma forma rápida e fácil de aceder a livros e à arte da Europa – quer no país de origem quer no estrangeiro. Permitirá, por exemplo, a um estudante checo consultar a Biblioteca Britânica sem ter de ir a Londres, ou a um amador de arte irlandês aproximar-se da Mona Lisa sem ter de fazer bicha no Louvre," afirmou Viviane Reding, Comissária da UE responsável pela Sociedade da Informação e Média. "No entanto, muito embora os Estados-Membros tenham dado grandes passos no sentido de tornar a cultura acessível através da Internet, são necessários mais investimentos públicos e privados para acelerar a digitalização. O meu objectivo é dispormos de uma Biblioteca Digital Europeia, chamada Europeana e de conteúdo enriquecedor, aberta ao público antes do final do ano". Em 2009-2010, 69 milhões de euros do Programa de investigação da UE serão destinados a actividades de digitalização e à criação de bibliotecas digitais. Durante o mesmo período, o Programa de competitividade e inovação atribuirá cerca de 50 milhões de euros ao aperfeiçoamento do acesso ao património cultural europeu. Para conseguir o objectivo proposto, torna-se necessário que os países atribuam um maior financiamento à digitalização e estudos sobre o material a digitalizar, para o legar às gerações futuras. - Há ainda que implementar normas comuns que tornem as diferentes fontes de informação e bases de dados compatíveis para utilização pela Biblioteca Digital Europeia (Europeana). - Resolver questões respeitantes aos direitos de autor. Os utentes das bibliotecas digitais podem descobrir digitalmente exemplares da famosa Bíblia de Gutenberg (o primeiro livro efectivamente impresso) no sítio Web da Biblioteca Britânica, as vozes de Maria Callas ou Jacques Brel no Institut National de l'Audiovisuel, ou a obra-prima de Da Vinci, Mona Lisa, no Louvre – sem pagar bilhete. Alguns países europeus estão já a acelerar a digitalização de colecções culturais: a Eslovénia, a Eslováquia, Finlândia e a Lituânia utilizaram Fundos Estruturais Europeus para obter financiamentos adicionais para a digitalização. De todo o material digitalizado na Europa, apenas uma parte ínfima está disponibilizada na internet. Convidamo-lo a ver como será o site da Europeana, ainda em construção: http://www.europeana.eu/

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Apoio ao alargamento da rede de Educação Pré-Escolar

Termina dentro de poucos dias - no dia 30 de Setembro - a fase de candidatura ao Programa de Apoio ao Alargamento da Rede de Educação Pré-Escolar, especialmente nos concelhos que apresentem uma taxa de cobertura inferior à média nacional. Este programa destina-se a apoiar iniciativas de alargamento e de requalificação do parque de educação pré-escolar apresentadas por municípios e por instituições particulares de solidariedade social (IPSS) ou equiparadas. O programa de apoio inclui as seguintes despesas: obras de construção de raiz, de ampliação ou de adaptação de instalações que visem a criação de novas salas de educação pré-escolar; arranjos exteriores envolventes dentro da área do estabelecimento de educação pré-escolar; mobiliário escolar, material didáctico e equipamento informático, para as novas salas de educação pré-escolar. O apoio a conceder será um subsídio não reembolsável de 50 % sobre o valor das despesas. A parte não co-financiada é suportada pelos municípios ou pelas IPSS, que poderão aceder a uma linha de crédito de juro bonificado criada para esse fim. Para efeitos de financiamento das despesas consideradas elegíveis, os valores máximos de referência são os seguintes: para construção de raiz de novas salas ou ampliação de instalações existentes - 100 000 euros por cada sala de actividades; para arranjos exteriores dentro do recinto escolar - 20 % do custo total financiado para a construção de raiz e 10 % do custo total financiado para a ampliação de instalações. Para a aquisição de material didáctico e informático - 7600 euros por cada sala. O edital lançado abrange os concelhos pertencentes à área metropolitana de Lisboa. As candidaturas deverão ser submetidas ao Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE), entre 25 de Julho e 30 de Setembro, através do endereço www.pre-escolar.min-edu.pt. O processo de apreciação e de selecção das candidaturas decorre em duas fases. Na 1ª, de pré-selecção das candidaturas, serão tidos em conta factores como a taxa de cobertura de educação pré-escolar e a população em idade de frequência deste nível de educação. Na 2ª, as candidaturas pré-seleccionadas deverão apresentar ao GEPE, no prazo de oito dias, a proposta de intervenção, a quantificação dos custos previstos e a identificação dos prazos, entre outros elementos. Os resultados da primeira e da segunda fase de selecção serão comunicados às entidades concorrentes e publicitados nos portais do ME (www.min-edu.pt) e do MTSS (www.seg-social.pt), respectivamente, no prazo de 15 dias. O prazo para a execução das obras é de 18 meses, a partir da aprovação da candidatura. Esta medida visa o alargamento da rede de educação pré-escolar especialmente na periferia dos grandes centros urbanos.

Nova rede de escolas

Foram aprovados 606 projectos respeitantes à construção de novos equipamentos escolares (388) e de reabilitação de escolas já existentes (218). Os centros escolares, englobando obrigatoriamente pré-escolar e primeiro ciclo, vão dar origem, no pré-escolar, a 1528 salas de aula e 36 mil alunos. No que respeita ao primeiro ciclo serão abrangidas 4534 salas de aula e 102 mil alunos.
Estes projectos beneficiam de recursos financeiros disponibilizados pelo QREN 2007-2013. São resultado do Programa Nacional de Requalificação da Rede do 1.º Ciclo do Ensino Básico e da Educação Pré-escolar, e visam garantir a igualdade de oportunidade de acesso a espaços educativos, segundo o Ministério da Educação. A reorganização da rede de escolas resulta de um trabalho conjunto com as autarquias, identificando a situação no terreno para a recuperação ou construção de estabelecimentos de ensino.
A criação dos centros escolares visa compensar o encerramento de milhares de escolas por todo o país que se tem verificado nos últimos anos. A lógica dos centros escolares é, nas zonas rurais, a construção de raíz ou requalificação de escolas de 1.º ciclo em áreas centrais que venham a integrar os alunos de escolas pequenas. Nas zonas urbanas, os objectivos vão mais no sentido de descongestionar escolas com muita lotação e aproveitar melhor os recursos. Bibliotecas, recintos desportivos, centros de formação abertos a toda a comunidade são alguns dos equipamentos que se pretende que os centros escolares tenham para oferecer.

domingo, 21 de setembro de 2008

Organização do ano lectivo e avaliação

O Ministério da Educação publicou uma série de alterações às regras de organização do ano lectivo 2008/2009, no sentido de definir as condições para que os professores avaliadores procedam à avaliação dos outros docentes. Cada avaliador tem uma hora semanal para avaliação de quatro docentes. No caso dos docentes a avaliar serem muitos, reduz-se a componente lectiva do docente. Relativamente aos docentes da educação pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino básico, sempre que o número de horas da componente não lectiva de estabelecimento do avaliador fique esgotado pelo número de docentes a avaliar, observa-se o seguinte: sempre que o docente avaliador tenha mais do que sete docentes a avaliar, pode optar por ficar sem grupo ou turma atribuída. Nestas circunstâncias, só se o número de professores a avaliar for superior a 21 é que o docente avaliador pode delegar as suas competências de avaliador noutro professor titular do departamento. Nos casos de delegação de competências de avaliador num professor titular do quadro do agrupamento ou da escola ou num professor nomeado em comissão de serviço, só um dos delegados deve ficar sem grupo ou turma atribuída. Os professores que, de acordo com estas condições, fiquem sem grupo ou turma exercem as horas correspondentes à componente lectiva não utilizada nas funções de avaliação de desempenho, na coordenação das actividades da componente de apoio à família da educação pré-escolar e no apoio educativo e apoio ao estudo aos alunos do 1.º ciclo. Aos docentes destes níveis de educação e de ensino que exerçam as funções de avaliador e tenham grupo ou turma atribuído não devem ser distribuídas actividades de apoio ao estudo. O apoio educativo aos alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do secundário deve ser prestado, sempre que possível, pelo professor da respectiva disciplina ou área disciplinar.
Para apoio educativo aos alunos do 1.º ciclo, os agrupamentos podem dispor de um crédito de horas lectivas semanal. Estas horas são atribuídas aos professores existentes na escola sem turma atribuída ou com horários com insuficiência de tempos lectivos ou que exercem as funções de avaliação de outros docentes e não tenham turma atribuída. Se a componente lectiva dos docentes do agrupamento estiver preenchida e existirem horas disponíveis no crédito de escola, pode proceder-se à contratação de outros professores para apoio educativo. Quanto à componente não lectiva de trabalho individual Na determinação do número de horas destinado a trabalho individual e à participação em reuniões deve ser tido em conta o número de alunos, de turmas e de níveis atribuídos ao professor, não podendo ser inferior a 8 horas para os docentes da educação pré-escolar e do 1.º ciclo, e para os outros ciclos do ensino básico e ensino secundário 10 horas para os professores com menos de 100 alunos e 11 horas para os docentes com 100 ou mais alunos.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Colocações no Ensino Superior

De acordo com dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, mais de 44 mil estudantes foram colocados na primeira fase de acesso ao ensino superior. Segundo os resultados do concurso, foram colocados 44 336 alunos, mais 6% do que no ano passado, com o aumento das colocações a fazer-se sentir, sobretudo, no ensino politécnico.
O aumento registou-se igualmente no total de candidaturas, que cresceu 3%, assim como no número de vagas, que este ano foi também o maior da última década, com 50 219 lugares disponibilizados.
Por área de formação, os cursos em que se registou um maior aumento de lugares foram os de Ciências e Tecnologias (mais 635, o que os coloca na liderança com um total superior a 17 mil vagas) e os de Ciências Sociais, seguindo-se, a larga distância, os de Saúde e Protecção Social.
Já a queda no número de vagas registou-se sobretudo nas Humanidades (com menos 169), seguindo-se as Ciências Veterinárias e a Educação. No total, ficaram colocados nesta primeira fase 84% dos 53 062 candidatos, contra 81% de colocações registadas em 2007. Entre os colocados, 53% conseguiram ficar no curso e no estabelecimento de ensino que indicaram como primeira opção, enquanto cerca de um terço foram colocados na segunda ou terceira opções.
Apesar da tendência de crescimento do ensino politécnico, já verificada nos anos anteriores, é para as universidades que continua a ir a maioria dos estudantes (quase 57%).
Para os 8726 alunos que não conseguiram entrar, resta a possibilidade de concorrer à segunda fase, que se realiza ao longo da próxima semana, com 5917 vagas ainda disponíveis.
Os resultados da primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público foram afixados na segunda-feira, mas os dados estavam disponíveis domingo na Internet, no endereço http://acessoensinosuperior.pt.
Quase dois em cada três cursos das universidades e institutos politécnicos públicos ficaram com as vagas totalmente preenchidas na primeira fase do concurso de acesso. Dos 1068 cursos existentes, 699 esgotaram os lugares, entre eles todas as licenciaturas em Medicina e Arquitectura, duas das mais disputadas pelos estudantes, que ocuparam plenamente as 1489 e as 640 vagas que, respectivamente, tinham disponibilizado.
O curso de Medicina na Universidade do Porto foi o que registou a média mais elevada, com o último aluno colocado a apresentar uma média de 18,52 valores (numa escala de zero a 20).
A licenciatura em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa mantém o máximo de colocações, com 510 novos alunos, seguida do curso também de Direito da Universidade de Coimbra, que registou 330 entradas.
A nota mínima de entrada nas licenciaturas de Medicina, habitualmente as mais disputadas, subiu ligeiramente em relação a 2007, apesar de ter aumentado o número de vagas disponíveis, segundo dados do Ministério do Ensino Superior.