segunda-feira, 3 de março de 2008

Efeitos nocivos de uma exposição excessiva aos "media"?

Dia após dia, multiplicam-se os avisos dos efeitos nocivos de uma exposição excessiva aos "media". No campo da saúde inúmeros estudos apontam para os malefícios dessa exposição sem controlo. As patologias vão desde o fenómeno da dependência da internet, ou dos videogames, ao perigo crescente da obesidade infantil, aos problemas de visão, às alterações no sono, à agressividade e irascibilidade sem motivo aparente, ao crescente isolamento social de inúmeras crianças e jovens, ao fraco rendimento escolar, etc. Evidentemente, este é um tema que preocupa especialmente pais e educadores, que não sabem como fazer para oferecer alternativas saudáveis. À interactividade no jogo costuma corresponder a passividade na vida. Procura-se a felicidade e a diversão como produtos que se oferecem, e não como finalidades a ser conquistadas na própria vida. Os modelos sociais que a televisão e os videogames apresentam também podem ser um perigo a ter em conta. Como diz Ramiro Marques, “A maior parte dos conteúdos televisivos são uma droga pesada. A exposição demasiado prolongada à televisão constitui um dos factores mais negativos na educação e na saúde mental e física das crianças e adolescentes”. Alerta ainda para o facto de que “a opinião pública ainda não está suficientemente esclarecida sobre os malefícios da exposição prolongada à televisão”. Basta ver a programação televisiva dos canais generalistas, para constatar que os modelos sociais e de vida que esta apresenta, por exemplo, nas telenovelas, são a vida fácil, as relações segundo o sentimento ou o capricho do momento, as roturas como solução para os problemas, a traição como algo habitual. A fuga ao esforço e ao tédio parecem converter-se no fim do homem. http://www.mediafamily.org/

domingo, 2 de março de 2008

Entretenimento e Felicidade na Sociedade Multimédia (I)

No horizonte das finalidades pessoais aparece sempre o desejo de ser feliz. O Congresso UNIV 2008 interroga-se sobre como conjugar umas realidades de carácter antropológico e universal, tais como a busca da felicidade, com uma realidade que irrompe no panorama social dos últimos anos: os multimédia como meios ou instrumentos generalizados na prossecução das actividades humanas. Abre-se todo um panorama de análise e de desenvolvimento de propostas: que ideias ou projectos poderiam influir no nosso mundo circundante sobre a relação adequada entre media-felicidade e media-entretenimento? Na realidade, estamos perante velhos problemas, mas encarados a partir de novas perspectivas. A procura da felicidade e o do entretenimento sadio é um assunto complexo que obriga a ter uma visão integral do ser humano. A perspectiva dos media, por mais omniabarcante ou “multimédia” que seja, deixa sempre de lado muitas realidades humanas que também estão presentes nesta procura da felicidade. Os multimédia são instrumentos indispensáveis para a felicidade e para o entretenimento? Aborrecemo-nos hoje em dia? Qual é a origem desse tédio? Que dimensões da pessoa devemos tomar em conta para nos aproximarmos da vida feliz? Como conseguimos a relação adequada entre felicidade e entretenimento? http://www.univforum.org/portugues/univ2008.html

Entretenimento e Felicidade na Sociedade Multimédia (II)

Perante o irromper da tecnologia à nossa volta, são possíveis, entre outras, duas atitudes: a tecnofobia e a tecnofilia. A primeira é a dos que gostariam de regressar a um mundo em que a mediação das novas tecnologias fosse praticamente inexistente. A tecnofilia, pelo contrário, vê no desenvolvimento da técnica a solução de todos os problemas humanos, uma via para alcançar a felicidade. Podemos reconhecer no nosso ambiente social manifestações das duas posições face à tecnologia? Que diagnóstico social podemos fazer partindo destas duas atitudes? Se nos situarmos numa posição intermédia, diremos que a tecnologia e as ferramentas multimédia de comunicação e de informação constituem grandes possibilidades para o homem de hoje, mas torna-se necessário reconhecer também os seus limites. É, aliás, necessário reflectir sobre os seus efeitos sobre o nosso modo de conceber o tempo e o espaço. Que relação existe entre a “cultura da pressa” e o uso dos multimédia? Que exemplos podemos encontrar à nossa volta que sejam reflexo do uso da tecnologia ao serviço do homem? Na nossa legislação, há normas que regulamentem a relação entre o homem e a tecnologia, em qualquer âmbito profissional: medicina, economia, educação, meios de comunicação, engenharia, farmácia, etc.? O conteúdo das mensagens multimédia orienta-se cada vez mais no sentido de uma configuração de estereótipos, bastante definidos, que propõem modelos de vida feliz e de máximo entretenimento. Progressivamente, a sociedade dos multimédia foi criando todo um mundo que gira em torno do binómio felicidade-tecnologia, entretenimento-multimédia. Cada vez são menos os jovens a pensar que é possível entreter-se sem a música do Ipod, a acção do viedojogo, o chat ou as mensagens de telemóvel. Que temos, que fazemos, como usamos os jovens as novas tecnologias? Qual é a opinião dos adultos: família, professores, peritos, líderes de opinião, etc.? Quais são as características principais destes modelos de felicidade e de entretenimento que são propostas pelas mensagens do multimédia? Há tempos, um alto dirigente do nosso país afirmou que estava a salvar a escola pelo facto de introduzir nas escolas as novas tecnologias. Eis um exemplo de consideração da tecnologia como factor de felicidade - neste caso, de "salvação" - da sociedade. No âmbito de reflexão sobre o tema do UNIV, todas estas perguntas podem ser motor para originar diversas iniciativas e actividades que promovam uma cultura em que os multimédia estejam ao serviço da pessoa humana. http://www.univforum.org/portugues/univ2008.html

sábado, 1 de março de 2008

Ócio, entretenimento e felicidade na sociedade multimédia

Excelentes aliadas no campo da informação e do conhecimento, as tecnologias são também, e cada vez mais, ocasião de ócio audiovisual, com grandes possibilidades. No anúncio de um próximo congresso sobre este tema, intitulado: "UNIV 2008 Ser, aparecer, comunicar: entretenimento e felicidade na sociedade multimédia" afirma-se: "uma história pode começar no cinema e continuar depois em um videogame. O espectador deixa de ser um receptor passivo e converte-se em protagonista. Desde o momento em que tem consigo os controles será ele quem decidirá o que vai ocorrer em cenários e aventuras cada vez mais espectaculares, onde a qualidade gráfica aspira a alcançar a do cinema. E na ciberesfera – o universo tecnológico que nos rodeia – as possibilidades multiplicam-se; e produz-se uma nova revolução, porque o entretenimento conquista inclusive os chamados tempos mortos, como aqueles que dedicamos ao transporte: no metro ou em qualquer transporte público. O número de aparelhos de mp3, iPod ou similares tende a aproximar-se ao do número de passageiros. Muitos dos aparelhos que há poucos anos disputavam o espaço no quarto de um adolescente, agora estão pululando no seu bolso. Além disso, para os que têm crescido no mundo do ócio tecnológico, a ciberesfera é também palco de novas possibilidades nas relações sociais: entrar na internet é entrar em redes de amigos, parentes, companheiros de classe ou outras pessoas do mundo real. A familiaridade com a tecnologia permite-lhes comunicarem com igual facilidade enviando um texto, curto ou longo, ou uma foto, ou vídeos realizados por eles mesmos, novas versões de músicas, listas de favoritos, obras multimédia... É indubitável: cresceu o espectro de possibilidades com um campo de ofertas que competem em atractivo e interesse. Temos mais para escolher; mas ainda fica o importante: acertar. A felicidade não pode ser algo que simplesmente "acontece", mas algo no que eu tome parte activamente, como ser livre. Sou eu quem criativamente descubro a norma que tenho de aplicar, sempre com o risco de cair num "carpe diem" sem grandeza, num parêntesis de simples evasão, distracção e fuga da realidade ordinária. O entretenimento não é uma efervescência de espontaneidade sem consequências: o como te divertes diz muito sobre quem és e quem chegarás a ser. Nas minhas decisões eu jogo a minha vida, porque os modos de empregar os tempos livres de diversão não são em absoluto sem transcendência: condicionam a educação, a formação integral, que não é senão o desenvolvimento harmónico e progressivo de todas as dimensões da pessoa. Consegue ser feliz aquele que, no meio de cada uma das circunstâncias da vida, consegue dar o melhor de si mesmo. Contemplar o cenário actual do entretenimento sob um olhar humanista ajuda a ter uma visão panorâmica, que evita tanto o alarmismo exagerado como a ingenuidade de desvalorizar a sua incidência: como o navegante que, em pleno oceano, quando se aproximam novas correntes, determina a posição do barco e traça a rota adequada pensando no porto seguro a que deseja chegar".

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Competências educativas dos municípios

Já no próximo ano lectivo, os Municípios vão abranger uma série de competências educativas, nas seguintes áreas: Gestão do pessoal não docente: recrutamento, afectação e colocação de pessoal, gestão de carreiras e remunerações. Acção social escolar: seguros escolares, apoio socio-educativo, gestão de refeitórios, fornecimento de refeições e leite escolar ao alunos do ensino pré-escolar e dos 2.º e 3.º ciclos. Construção, manutenção e apetrechamento de escolas. Transportes escolares: organização e funcionamento dos transportes escolares do 3.º ciclo. Educação pré-escolar da rede pública: gestão do pessoal não docente, apoio à família no fornecimento de refeições e o apoio ao prolongamento de horário, assim como a aquisição de material didáctico e pedagógico. Actividades de enriquecimento curricular do 1.º ciclo: apoio ao estudo, ensino do Inglês e de outras línguas estrangeiras, actividade física e desportiva, ensino da Música e outras expressões artísticas e actividades neste âmbito. Residências para estudantes: São transferidas para os municípios as residências para estudantes no respectivo conselho. Esta transferência de competências é acompanhada da transferência das respectivas verbas.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O fenómeno dos gangs juvenis

Num livro muito interessante - Educar para a amizade - Gerardo Castillo descreve o fenómeno dos gangs juvenis. Explica que a expressão "gang" se usa normalmente para designar um grupo de adolescentes ou jovens que se comportam de modo anormal, podendo chegar à violência e ao crime. Os gangs adolescentes ou juvenis são sobretudo um fenómeno masculino, pois os gangs formados por raparigas não passam de cerca de três a cinco por cento do total. A UNESCO dispõe de uma estatística que analisa a composição dos gangs por idades: 7% estão integradas por menores de doze anos; 15% por adolescentes de doze a catorze anos; 38% têm membros de catorze a dezasseis anos; e 40% estão compostos por jovens de dezoito anos ou mais. Embora o fenómeno afecte de modo predominante os jovens (daí a sua denominação de gangs juvenis), no entanto já existem gangs delinquentes na pré-adolescência. A precocidade na conduta criminosa ou anti-social intencional e organizada tem vindo a crescer na sociedade actual, a ponto de surgirem cada vez mais casos na idade escolar, o que parece estar relacionado com as deficiências que se verificam nalguns ambientes familiares e sociais. Esse tipo de gangs é mais frequente entre as classes sociais de baixa rendimentos e nas zonas periféricas dos grandes centros urbanos, embora o problema não seja exclusivo desses sectores. Cada vez há mais rapazes das classes média e alta que os integram. O gang juvenil delinquente corresponde a um desvio de direcção da turma adolescente normal. Esta desvia-se do rumo normal quando os que a integram sofrem de certos problemas de personalidade, fomentados muitas vezes por erros na vida familiar e por estímulos negativos do ambiente. Cada vez é menos válida, infelizmente, a afirmação de que os gangs juvenis são um fenómeno excepcional ou raro. Hoje em dia, todas as famílias estão expostas, em maior ou menor grau, a que algum dos filhos chegue a fazer parte de um deles. À primeira vista, causa surpresa verificar que a adaptação à vida do grupo é muito mais forte nas turmas anti-sociais do que nas turmas normais de adolescentes. Ao passo que o adolescente normal mantém certa distância na sua identificação com o grupo, o adolescente que pertence a um gang adapta-se inteiramente a uma vida que exige obediência cega. Não é paradoxal que jovens socialmente inadaptados se adaptem perfeitamente às rígidas normas dos bandos juvenis? Segundo Reymond-Rivier, que analiza o fenómeno, a explicação é simples; para o adolescente "normal", a vida dentro do grupo de amigos é somente uma fase transitória , que visa a autonomia pessoal, ao passo que o gang representa um ponto de chegada para o adolescente que sofre de alguma frustração grave. Inicialmente, o gang juvenil é um agrupamento espontâneo. Mas em breve, se estrutura de forma completa. Surge um líder que manda e produz-se uma divisão de trabalho de acordo com as capacidades de cada membro: o "cérebro", que proporciona ideias ao líder; o "palhaço", que diverte todo o grupo, etc.; e aparecem também os elementos ou sinais que conferem ao gang uma personalidade própria, como o "quartel general" e a "gíria secreta". O gang juvenil apresenta-se como um grupo muito fechado, com extrema continuidade, organização e disciplina. A solidariedade entre os seus membros é muito maior do que nos agrupamentos "normais", porque isso é fundamental para conseguir "êxito", uma vez que "a força da turma patológica reside na sua extrema unidade: o bando funciona como um só homem", afirma o autor. Outra diferença relativamente às turmas normais consiste nos motivos e circunstâncias que favorecem a coesão do grupo. Os membros da turma unem-se e ajudam-se mutuamente para realizar pacificamente actividades normais, como acampamentos, excursões, etc., e para compartilhar problemas normais, próprios da idade. Os componentes de um gang, pelo contrário, agrupam-se porque têm problemas especiais; o grupo passa a ser um refúgio para as frustrações pessoais e nasce com uma finalidade criminosa. Pode dizer-se que, em regra, o gang juvenil é formado por rapazes que se encontram em conflito com os outros, sejam eles pais, companheiros de estudo, adultos em geral; mas, por sua vez, o bando inteiro está em conflito permanente com outros grupos ou gangs. O líder ou cabecilha é uma peça-chave. É graças a ele que se mantém a unidade do grupo e a sua capacidade operativa. O líder sugere aos membros a realização de actos a que estes não se atreviam por medo. Graças ao papel do cabecilha, os jovens enganam a voz da sua consciência, em oposição dos adultos. O líder identifica-se com as insatisfações dos seus companheiros, fala-lhes na linguagem que esperam dele, dá vazão à agressividade que acumularam e tranquiliza-os nos momentos difíceis. Exerce uma autoridade despótica à qual todos se submetem, e assim pode impor-se sem discussão e evitar possíveis rebeldias e dissidências que poriam em perigo a existência do grupo e a consecução dos seus objectivos. A sua autoridade emana tanto do facto de ser um líder natural, como da situação de perigo em que o grupo vive quase continuamente. O líder do gang possui qualidades especiais para a acção, superiores às dos restantes membros do grupo. É decidido, rápido e enérgico. O seu traço principal é a ousadia: audaz diante do perigo, caminha à frente, e os outros sentem-se seguros com a sua presença.
São aspectos que tanto os pais como os educadores têm todo o interesse em conhecer. O livro "Educar para a amizade" encontra-se traduzido para português pela editora brasileira Quadrante, e recomenda-se!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Jardins de Infância para todos em 2009?

O governo afirmou recentemente querer chegar aos 100 por cento de cobertura de Jardins de infância em 2009, para as crianças com cinco anos, reconhecendo que ainda há concelhos com percentagens baixas de cobertura, especialmente nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto. Para este objectivo o governo conta também com as instituições privadas e com as instituições de solidariedade social, que reconheceu serem agentes muito importantes no alargamento pré-escolar no final dos anos 90. É necessário ver qual é o contributo que ainda podem dar nalgumas destas regiões, segundo afirmou a ministra da Educação. Actualmente 77 por cento das crianças entre os três e os cinco anos frequentam o ensino pré-escolar em Portugal. Entretanto, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) defendeu entretanto a obrigatoriedade da frequência do ensino pré-escolar por parte todas as crianças com cinco anos, tal como recomendou o Conselho Nacional de Educação em 2004. A estrutura sindical considera que a concretização do objectivo do governo será positiva, mas insuficiente, sendo necessário garantir a obrigatoriedade de frequência do pré-escolar das crianças de cinco anos. Considera ainda que o alargamento deverá ser assegurado, essencialmente, através de estabelecimentos públicos. Esta estrutura sindical já tinha manifestado esta posição em 1998, tendo na altura defendido a criação de condições que permitissem generalizar o acesso de todas as crianças com três e quatro anos. "Só assim se contribuirá para uma efectiva igualdade de oportunidades no acesso à educação e serão criadas condições favoráveis ao sucesso nas aprendizagens ao longo da vida", afirma a federação, em comunicado. Segundo o sindicato, o Conselho Nacional de Educação, num parecer emitido em 2004, considerava que cabe ao estado a responsabilidade de garantir a todas as crianças o acesso à Educação Pré-Escolar, tendo ainda recomendado a sua obrigatoriedade.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Confiança nos professores

Segundo uma sondagem feita para o Forum Económico Mundial, os professores são os profissionais em quem os portugueses mais confiam e também aqueles a quem confiariam mais poder no país. A sondagem mundial foi efectuada pela Gallup para o Forum Económico Mundial (WEF). Os professores merecem a confiança de 42 por cento dos portugueses, muito acima dos 24 por cento que confiam nos líderes militares e da polícia, dos 20 por cento que dão a sua confiança aos jornalistas e dos 18 por cento que acreditam nos líderes religiosos. Os políticos são os que menos têm a confiança dos portugueses, com apenas sete por cento a dizerem que confiam nos políticos. Relativamente à questão de quais as profissões a que dariam mais poder no seu país, os portugueses privilegiaram os professores (32 por cento), os intelectuais (28 por cento) e os dirigentes militares e policiais (21 por cento), surgindo em último lugar, com seis por cento, as estrelas desportivas ou de cinema. A confiança dos portugueses por profissões não se afasta dos resultados médios para a Europa Ocidental, onde 44 por cento dos inquiridos confiam nos professores, seguindo-se (tal como em Portugal) os líderes militares e policiais, com 26 por cento. Os advogados, que em Portugal apenas têm a confiança de 14 por cento dos inquiridos, vêm em terceiro lugar na Europa Ocidental, com um quarto dos europeus a darem-lhes a sua confiança, seguindo-se os jornalistas, que merecem a confiança de 20 por cento. Em ultimo lugar na confiança voltam a estar os políticos, com dez por cento. A nível mundial, os professores são igualmente os que merecem maior confiança, de 34 por cento dos inquiridos, seguindo-se os líderes religiosos (27 por cento) e os dirigentes militares e da polícia (18 por cento). Uma vez mais, os políticos surgem na cauda, com apenas oito por cento dos 61.600 inquiridos pela Gallup, em 60 países, a darem-lhes a sua confiança. Os professores surgem na maioria das regiões como a profissão em que as pessoas mais confiam. Os docentes apenas perdem o primeiro lugar para os líderes religiosos em África, que têm a confiança de 70 por cento dos inquiridos, bastante acima dos 48 por cento dos professores, e para os responsáveis militares e policiais no Médio Oriente, que reúnem a preferência de 40 por cento, à frente dos líderes religiosos (19 por cento) e professores (18 por cento). A Europa Ocidental daria mais poder preferencialmente aos intelectuais (30 por cento) e professores (29 por cento), enquanto a nível mundial voltam a predominar os professores (28 por cento) e os intelectuais (25 por cento), seguidos dos líderes religiosos (21 por cento). 28 por cento dos portugueses não confiam em nenhuma classe, segundo a sondagem.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Que tipo de Educação para que tipo de mundo?

No Forum Económico Mundial que se está a realizar em Davos, na Suiça, têm lugar uma série de mesas redondas sobre temas relacionados com a educação, a cultura, as mudanças climáticas e a gestão de riscos financeiros. Participam neste Forum diversos chefes de Estado, o director geral da Unesco, ministros, representantes da sociedade civil, empresários, dirigentes de organizações internacionais e figuras famosas do mundo artístico, numa série de debates sobre questões fundamentais para o desenvolvimento mundial. Algumas das sessões do Forum: “Que tipo de educação para que tipo de mundo?”, “Alianças pela educação”. “A força da inovação em cooperação influência do desporto no programa mundial”, “A mundialização é sinónimo de homogeneidade cultural?”. Efectuar-se-á um balanço dos resultados conseguidos na tarefa de alcançar, mediante alianças, os objectivos relativos à educação, assim como as metas do programa de Educação para Todos, da UNESCO.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Prova de ingresso na carreira docente

Foi publicado no Diário da República o decreto que estabelece as regras relativas à prova de avaliação de conhecimentos e de competências necessária para o ingresso na carreira docente. Esta prova, destina-se aos já detentores de uma habilitação profissional para a docência que pretendam candidatar-se ao ensino. Segundo o documento, o objectivo é assegurar que os diplomados possuem todos os requisitos para um desempenho profissional de grande qualidade. A prova, de âmbito nacional, terá duas ou três componentes, a realizar numa única chamada, em calendário a fixar pelo Governo. Uma prova escrita comum, avaliará o domínio escrito da língua portuguesa e a capacidade de raciocínio lógico. Pode ainda avaliar a capacidade de reflexão sobre a organização e o funcionamento da sala de aula, da escola e do sistema educativo. Uma segunda prova, também escrita, avaliará os conhecimentos de ordem científica e técnica da respectiva área de docência. Poderá haver uma terceira componente da prova, oral ou prática, nos domínios das línguas, das ciências experimentais, das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) e das expressões. A classificação da prova é a média das classificações das duas ou três componentes da prova de ingresso. Uma única classificação inferior a 14 valores numa das componentes é eliminatória. Vai ser criado um Júri Nacional da Prova, no âmbito da Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação, responsável pela coordenação, preparação, realização, apreciação, classificação e reapreciação da prova. São dispensados da realização da prova de ingresso os professores contratados em dois dos últimos quatro anos imediatamente anteriores ao ano lectivo de 2007/2008, que tenham, pelo menos, cinco anos completos de serviço docente efectivo com avaliação de desempenho igual ou superior a Bom. O processo de elaboração da prova é semelhante ao seguido para os exames nacionais dos alunos dos ensinos básico e secundário, cabendo ao Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) coordenar o processo de elaboração e de validação da mesma.